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Advogado, Economista, Professor Universitário e Músico. Não é confuso porque tem ordem!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O Caos

A teoria do caos  em linguagem simples

O que exatamente é o caos? O nome de "teoria do caos" vem do fato de que os sistemas que a teoria descreve são aparentemente desordenados, mas a teoria do caos é idealmente o oposto. Busca encontrar a ordem subjacente em dados aparentemente aleatórios.

Foi descoberta pela primeira vez por um meteorologista, chamado Edward Lorenz. Em 1960, ele trabalhava numa pesquisa de previsão do tempo. Ele tinha um computador com um conjunto de doze equações para modelar o clima e suas previsões. Não conseguiu prever o tempo em si. No entanto, este programa de computador teoricamente, pode prever como que o tempo poderia ser no futuro.

Um dia, em 1961, ele buscou identificar uma determinada seqüência novamente. Para economizar tempo, ele começou no meio da seqüência, em vez do início. Ele digitou o número da seqüência que havia identificado no computador e deixou correr.

Quando ele voltou uma hora depois, a seqüência tinha evoluído de forma diferente. Em vez do mesmo padrão de antes, ela divergiu do padrão, terminando completamente diferentes do original. Eventualmente, ele descobriu o que aconteceu. O computador armazenou os números com seis casas decimais em sua memória. Para economizar papel, ele só tinha que imprimir três casas decimais. Na seqüência original, o número foi de 0,506127, e ele só tinha digitado os três primeiros dígitos, 0,506.

Pelas idéias convencionais da época, o experimento deveria ter funcionado. Ele deveria ter começado uma seqüência muito próxima da seqüência original. O cientista considerou-se afortunado se ele pudesse obter medições com precisão de três casas decimais. Certamente a quarta e quinta casa seria impossível de serem medidas usando métodos razoáveis. Não podem ter um efeito quantitativo sobre o resultado do experimento. Lorenz provou essa idéia como sendo errada.

Esse efeito passou a ser conhecido como efeito borboleta. A quantidade de diferença nos pontos de partida das duas curvas é tão pequena que é comparável a uma borboleta batendo suas asas.

O bater de asas de uma borboleta hoje só produz uma pequena mudança no estado da atmosfera. Durante um período de tempo, o que a atmosfera faz divergirá do que teria feito devido àquela pequena mudança e estado. Assim, no tempo de um mês, um tornado que teria devastado o litoral da Indonésia não acontece. Ou talvez um que não ia acontecer, acontece. (Ian Stewart, Será que Deus joga dados? A Matemática do Caos, pg. 141)

Esse fenômeno, comum a teoria do caos, também é conhecido como dependência sensível das condições iniciais. Apenas uma pequena mudança nas condições iniciais pode alterar drasticamente o comportamento de um sistema em longo prazo. Uma quantidade tão pequena de diferença em uma medição de ruído pode ser considerada ruído experimental, um ruído de fundo, ou uma imprecisão do equipamento. Essas coisas são impossíveis de evitar, mesmo em laboratório nas mais isoladas condições. Com um número inicial de 2, o resultado final pode ser completamente diferente do mesmo sistema com um valor inicial de 2,000001. É simplesmente impossível para atingir esse nível de precisão – se apenas tentar medir algo para o próximo milionésimo de polegada!

A partir desta ideia, Lorenz afirmou que é impossível prever o tempo com precisão. No entanto, esta descoberta levou Lorenz para outros aspectos que eventualmente veio a ser conhecido como teoria do caos.

O coração humano também tem um padrão caótico. O tempo entre as batidas não permanece constante, mas depende da quantidade de atividade que uma pessoa está realizando, entre outras possibilidades Sob certas condições, o batimento cardíaco pode acelerar. Sob diferentes condições, o coração bate de forma irregular. Pode até ser chamado de batimento cardíaco caótico. A análise de um batimento cardíaco pode ajudar pesquisadores médicos a encontrarem maneiras de pôr de volta o ritmo cardíaco anormal em um estado de equilíbrio, em vez de caos incontrolável.

Pesquisadores descobriram um simples conjunto de três equações que grafam uma samambaia. Isto deu inicio a uma nova idéia - talvez o DNA não codifique exatamente onde as folhas crescem, mas seria somente uma fórmula que controla sua distribuição. O DNA, mesmo tendo uma quantidade incrível de dados, não poderia conter todos os dados necessários para determinar aonde cada célula do corpo humano vai. No entanto, usando fórmulas fractais para controlar como o sangue será ramificado para fora e como as fibras nervosas são criadas, por exemplo, o DNA tem informações mais do que suficientes. Tem sido especulado, mesmo que o cérebro em si pode ser organizado de alguma forma de acordo com as leis do caos.

A Teoria do Caos ainda tem aplicações fora da ciência. A ciência da computação tornou-se mais realista com o uso de caos e equações fractais. Agora, com uma fórmula simples, um computador pode criar uma bela e realista árvore. Em vez de seguir um padrão regular, a casca de uma árvore pode ser criada de acordo com uma fórmula que quase, mas não completamente, se repete.

A música pode ser criada usando fractais também. Usando a fórmula atrativa de Lorenz, Diana S. Dabby, uma estudante graduada em engenharia elétrica do Instituto de Tecnologia de, criou variações de temas musicais ("Bach to Chaos: Chaotic Variations on a Classical Theme", Science News, Dec. 24, 1994), ao associar as notas musicais de uma peça de música como o prelúdio de Bach em C, com as coordenadas x do atrator de Lorenz, e executá-las em um programa de computador, ela criou variações do tema da canção. As maiorias dos músicos que ouviram os novos sons acreditam que as variações são muito musicais e criativas.

A Teoria do Caos já teve um efeito permanente sobre a ciência, mas ainda há muito a ser descoberto. Muitos cientistas acreditam que a ciência do século XX será conhecida por apenas três teorias: a relatividade, mecânica quântica, e a teoria do caos. Aspectos do caos aparecem em todos os lugares ao redor do mundo, desde as correntes do oceano e do fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos fractais para os ramos de árvores e os efeitos da turbulência. Caos tem inevitavelmente tornar-se parte da ciência moderna. A Teoria do Caos mudou a direção da ciência: aos olhos do público em geral, a física não é mais simplesmente o estudo de partículas subatômicas em um acelerador de partículas de bilhões de dólares, mas o estudo de sistemas caóticos e como eles funcionam.

domingo, 22 de maio de 2011

REFORMA DO CÓDIGO FLORESTAL: AVANÇOS OU RETROCESSOS PARA AS POLÍTICAS PÚBLICAS AMBIENTAIS?

Artigo de autoria de Magda Cristina Villanueva Franco

Advogada e consultora em direito socioambiental e mestranda em gestão de políticas públicas pela Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI. E-mail: magda@ambientallegal.com.br
Em dezembro do ano passado foi editado o Decreto nº: 7.029/2009 que instituiu o programa federal de regularização de imóveis rurais denominado “Programa Mais Ambiente”. Este programa tinha como meta a regularização ambiental de imóveis rurais, em especial no que tange ás questões relacionadas à recuperação de áreas de preservação permanente - APP e reserva legal - RL.
Este Decreto foi criado com o objetivo de prorrogar mais uma vez o prazo que os proprietários rurais tinham para fazer a recomposição de suas reservas legais, e a respectiva averbação á margem da matricula do imóvel, previsto no Código Florestal de 1965, e que por 3 vezes foi alterado mediante Decreto, certamente com a intenção de se aguardar as reformas da lei florestal propostas através de 44 projetos de leis encaminhados desde 1997 até 2010, cujos processos encontram-se em tramite no Congresso Nacional.
Em termos gerais as propostas versam sobre os seguintes temas: áreas de preservação permanente em torno de represas hidrelétricas, proteção da vegetação primária na região norte e norte da região centro – oeste, exploração de áreas de preservação permanente e reserva legal, proibição de atividades agropecuárias no entorno de 500 m de reservatório de água para abastecimento público e geração de energia, competência para a legislação municipal para disciplinar a preservação do meio ambiente municipal, pesquisa e coleta de amostras da flora brasileira, reposição florestal com 50% de espécies nativas, recomposição de áreas de preservação permanente – APP e reserva legal – RL com plantio de palmáceas, critérios de compensação da reserva legal em outra bacia hidrográfica, áreas de preservação permanente em torno de reservatórios artificiais, percentuais de restrição de exploração de propriedades rurais situadas em florestas e cerrados da Amazônia Legal, redução para 50% o percentual de reserva legal na Amazônia e fixação de critérios para recomposição e compensação, regularização de clubes de lazer e recreação entre outros implantados em desacordo com o Código Florestal de 1965, autorização do computo das APPs no percentual da Reserva Legal, instituição do título de Cota de Reserva Ambiental – CRA, estabelecimento de aumento da largura de APP ao longo de cursos’ água em torno de nascentes, alteração de parâmetros de APPs ocupadas por rancheiros, chacareiros, clubes de lazer e congêneres, alteração de critérios para recomposição da reserva legal, ampliação das sanções por crimes contra a flora, obrigatoriedade de recomposição das APPs desprovidas total ou parcialmente de vegetação nativa em propriedades e posses rurais, definição de pequena propriedade rural e posse rural para estabelecer a preservação de APP e desobrigação  da averbação de RL, compensação de produtores rurais por serviços ambientais prestados, concessão de anistia por 10 anos de multas aos autores de crimes ambientais, instituição do condomínio ambiental de áreas ambientalmente protegidas e autorização para regular utilização de faixas de terras próximos a córregos e lagoas, entre outras.
Essas propostas foram reunidas e transformadas no substitutivo ao Projeto de Lei nº 1.876/1999 em junho de 2010 sob a relatoria do Deputado Aldo Rebelo, cuja proposta é a instituição de um novo Código Florestal, revogando inteiramente a Lei 4771/ 1965.
Desde então, as discussões se intensificaram entre os vários segmentos da sociedade civil, em especial entre ruralistas e ambientalistas, acerca da eminente flexibilização das normas ambientais propostas no projeto. Para ambientalistas a proposta substitutiva do Deputado, em termos gerais esta sendo considerada um retrocesso para a política ambiental brasileira, já para a classe ruralista a proposta representa a esperança de uma solução para o sentimento de constante insegurança jurídica que essa classe vivencia.
Analisando a proposta do Deputado Aldo Rebelo, ressalta-se que em termos formais o atual Código Florestal de 1964 possui 50 artigos, apresentados através de um texto único, sem a subdivisão em capítulos ou seções. Já a projeto de reforma traz 53 artigos subdivididos em capítulos e seções, o que metodologicamente pode-se considerá-la mais didática em relação ao atual Código, entretanto o seu conteúdo apresenta uma redação truncada e muitas vezes confusa, o que certamente propicia a existência das chamadas “pegadinhas” que a bancada do PV vem constantemente ressaltando em seus pronunciamentos.
Em meio a discussões acaloradas entre parlamentares da base aliada e oposição, discursos apaixonados ou politiqueiros, manobras políticas e negociações é que está se discutindo a reforma do Código Florestal Brasileiro, que é uma das leis mais importantes, que abarca uma política pública que implica em grandes e significativos impactos socioambientais ao país.
Diante deste cenário, o que mais me tem chamado a atenção é o quanto a nossa sociedade é despreparada para a discussão de tamanha importância, pois como diz a expressão popular “brasileiro sempre deixa tudo para a última hora”, é isso que está acontecendo com a reforma do Código Florestal. Afinal, estamos de certa forma nos preparando para essa reforma a aproximadamente 12 anos, desde que as primeiras propostas de mudanças foram apresentadas. E a um ano exato da proposta substitutiva do Dep. Aldo Rebelo, e pelo que nos consta até o momento se desconhece a existência de um estudo especifico sobre a matéria em todas as suas amplitudes, ambiental, social e econômica, requerido pelo Governo  ou mesmo pelos parlamentares para o embasamento da proposta de mudança, uma vez que é inquestionável a necessidade de estudos científicos para alavancar uma mudança e que ha muito ja deveria ter sido feito, e mais ainda, de uma participação maciça da sociedade brasileira, a fim de construir uma proposta que represente minimamente os interesses do povo brasileiro.
De fato o Dep. Aldo Rebelo buscou legitimar sua proposta através de um parecer fundamentado em algumas audiências públicas realizadas com alguns setores envolvidos, sem grande amplitude como deveria ser feito diante de imensidão deste país e da importância do tema, que mais uma vez ressaltamos, deveria ser discutido sob pontos levantados cientificamente e não em “achismos” e com forte envolvimento da sociedade, e não restringir-se a poucos participantes com interesses diretos na questão. Portanto, trata-se de uma sucessão de falhas de governança.
Sob esse aspecto, o Projeto de Lei, pela falta de estudos técnicos específicos e do envolvimento efetivo da sociedade por si só já fragiliza consideravelmente a proposta de reforma de uma lei que envolve o futuro de um país.
Adentrando-se ao texto preliminar do PL apresentado, destaca-se que este está subdividido em 12 capítulos dentre os quais se destaca as disposições gerais da lei que apresenta um rol contendo definições legais para diversos termos utilizados na proposta, dentre os quais podemos destacar a definição de Amazônia Legal, área consolidada e área urbana consolidada. Área consolidada definiu-se como sendo ocupação antrópica em área rural ocorrida até a data de 22 de julho de 2008, já área urbana consolidada definiu-se como sendo uma área estabelecida pelo zoneamento urbano contido no plano diretor ou lei do perímetro urbano, e que possua malha viária implantada, e ainda o mínimo de três dos seguintes elementos de infraestrutura urbana a saber: drenagem de águas pluviais urbanas, esgotamento sanitário, abastecimento de águas potável, distribuição de energia elétrica ou limpeza urbana, coleta e manejo de resíduos sólidos.
Para a área urbana, a definição esta de acordo com a razoabilidade pois está de acordo com as práticas administrativas de alguns órgãos ambientais do país que tem se pautado neste sentido e de acordo com cada caso, para fins solucionar os inúmeros conflitos estabelecidos pelas ocupações ao longo do tempo nas cidades. Entretanto, tais casos deveriam ser enumerados ou analisados por equipe especializada, porém, não caberia a lei federal adentrar a estas questões específicas, e sim regulamentar de forma geral, logo tal questão precisa ser amadurecida e melhor discutida. Já na área rural, evidencia-se um esforço no sentido de legalizar atividades rurais hoje instaladas em áreas de preservação permanente. Vale destacar também os conceitos de interesse público e utilidade pública que visa regular as possibilidades de intervenção em APP, que atualmente está sendo feita através da Resolução CONAMA 369/2006.
Já o assunto da maior importância sob o ponto de vista socioambiental, são as áreas de preservação permanente – APP. A proposta traz um capitulo especifico e subdivide em 3 seções, que versam sobre a delimitação, o regime de proteção e o regime especial para áreas de preservação permanente em áreas urbana consolidada.
Quanto a este tema, embora bastante polêmico e que merece ser reformado em alguns aspectos, especialmente no que se refere as áreas urbanas e para dirimir conflitos para a agricultura familiar, a proposta apresentada diminui consideravelmente a área de proteção no entorno dos corpos d’ água  e ainda deixa de proteger topo de morros, montanhas, serras, altitudes superiores a 1800m, nas restingas fixadoras de dunas e estabilizadoras de mangues, o que é uma temeridade do ponto de vista biológico e geológico, para esta constatação nem é preciso ser um especialista na área.
Nos demais capítulos podemos elencar, em síntese, outras questões problemáticas na proposta que são a anistia das multas aos proprietários rurais que não realizaram a recomposição de suas reservas legais, embora esta seja uma obrigação desde 1965, a diminuição da porcentagem de reserva legal na Amazônia Legal, que é o bioma mais frágil, e que sofre com os constantes desmatamentos, e  que a meu ver, o aumento ou a diminuição da porcentagem da reserva legal não solucionará a questão do desmatamento, pois a expansão da fronteira agrícola continua, mesmo sob a égide do atual Código Florestal, de modo que, um programa bem estruturado baseado em um zoneamento ecológico econômico que propiciasse o uso sustentável da floresta me parece ser uma alternativa mais viável, para que a expansão da atividade agrícola deixe de ser interessante.
Outra questão, refere-se a obrigatoriedade da manutenção da reserva legal estar atrelada aos módulos rurais, que é o tamanho da propriedade diferenciado para cada região, que do ponto de vista da equidade regional seria interessante, mas de outro lado poderia abrir brechas para o descumprimento da legislação, como por exemplo a fragmentação das grande propriedades.
Diante de tais questões, pela falta de um estudo específico e uma ampla discussão com a sociedade, seja com produtores rurais, agricultores familiares, cientistas, ambientalistas, populações urbanas, governos locais, entre outros, entendo que a proposta de reforma do Código Florestal nos termos que está sendo proposta é demasiadamente frágil em todos os aspectos e não representa apenas um retrocesso para a política pública ambiental brasileira, mas demonstra a lamentável realidade de que nossas políticas publicas estão sendo construídas sem um planejamento e geralmente sob as pressões do interesse econômico e politiqueiro, com a conivência do governo e a inércia do povo que se vê impotente diante do seu despreparo para o efetivo exercício da cidadania

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

BRASIL: UM CELEIRO DE IDÉIAS?

Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem, as palavras da prudência. Provérbios 1:2


O brasileiro é reconhecidamente um povo de características sociais alegres e criativas. Nós nos destacamos em comparação a vários outros países no que se refere à soluções práticas e criativas. Atribui-se isso ao: como se virar com pouco dinheiro!

Tenho comigo que temos a melhor propaganda publicitária do mundo, e os autores mais engenhosos e populares que existem - somos os maiores exportadores de telenovelas do mundo ao lado do México[1] -, chegando ao ponto da educação e direcionamento da opinião pública ser controlada através das telenovelas.

Porém, no tocante à pesquisa e desenvolvimento apesar da inovação em setores emergentes especializados, tais como exploração de petróleo e aeronáutica, o Brasil continua a ser um retardatário de idéias.

Produzimos apenas 1,7% de todo o conhecimento global, em comparação a 8-9% produzido pelo Reino Unido que é muito menor que o Brasil, por exemplo. A pesquisa e desenvolvimento (R & D) no setor privado dos EUA investem 50 vezes mais do que o total no Brasil.

Isso não surpreende: os investidores não vão arriscar seu capital no Brasil quando outras jurisdições oferecem maior proteção para os seus direitos de propriedade intelectual. Em 2010 o International Property Rights Index (Lista de Direitos de Propriedade Internacional) classifica o Brasil em 64.O ao lado de países como Gana e Burkina Faso - dificilmente potências da inovação[2].

Não é coincidência que os países de mais alto índice, como os EUA, o Reino Unido, Suíça e França, tenham programas internacionais de R & D na área farmacêutica, que fornecem benefícios enormes para a economia e sociedade em geral. O Brasil, em contrapartida, limita-se à baixa cópia com o visto de reduzir o valor de invenções de terceiros – como têm ocorrido com as quebras de direitos de propriedade de medicamentos genéricos. Frise-se que esta medida em momentos extremos é necessária, porém indica a falta de investimento nesta área que o Brasil é extremamente competente e auto-suficiente.

Agricultura e indústria têm sido historicamente importantes motores de crescimento para o Brasil, mas, se quiser ter um lugar na mesa superior da economia global, terá que diversificar para além destas indústrias de baixo valor agregado. Como, por exemplo as já citadas indústrias de produtos farmacêuticos, a pesquisa aeroespacial e a biotecnologia.

Para o Brasil realmente colocar-se de igual ante à economia mundial, precisa começar a preparar seu time de ataque para marcar um gol. Investir nas idéias que o criativo povo brasileiro já possui e incentivar aquelas que virão.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Novo céu e nova Terra!


E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Mateus 22:39

Ontem presenciei uma cena que tocou meu coração. Para muitos olhos e para quem estava na cena não era nada de anormal ou fora do comum. Não sei se era necessária uma compreensão excepcional para ver que aquilo era sublime e belo. Conto o que vi:

“Era um domingo de sol maravilhoso e, como é comum, fui sentar-me sob o sol em um parque. Um jogo de basquete de repente me chamou a atenção. Jogavam juntos negros, brancos, “emos”, jovens, velhos, homens, mulheres e até um garoto de braço e perna esquerda mirradas. Este último realmente jogava, não só estava ali fazendo número. Revezavam times e jogavam pelo prazer de jogar, desprendidos de toda diferença que havia ali sem ânimos exaltados por vitoria ou derrota”.

A beleza disso era que por um momento vi em um jogo a prova de que harmonia, tolerância e igualdade social podiam ser alcançadas. Um sonho, claro, porque a realidade é bem diferente e em outra ocasião algo assim não poderia ser alcançado – como não o é em uma escola ou no nosso próprio país.

Do ponto de vista político aquilo seria a proposta de qualquer candidato a eleição. É também tudo o que a Constituição Federal Brasileira institui nas garantias individuais de seus cidadãos (artigo 5.°/CF). Sendo simplista, aquilo também era nada além de um jogo normal entre eventuais desconhecidos. Mas era, sim, um olhar para o paraíso, e o esporte foi o meio promotor daquela harmonia momentânea.

Quanto falta pra que mais e mais da sociedade seja alcançada por valores descentes e que estes sejam passados às suas gerações? Tenho certeza que em outra ocasião aqueles jogadores não teriam a mesma relação de cortesia ideal entre si. Pelo esporte ou pela educação existe ainda uma possibilidade de paraíso na terra. É evidente que isso soa como utopia, e realmente o é. Mas, me fez pensar em uma possibilidade, por mais remota que seja, de alcançar uma sociedade harmônica a um preço de tempo e investimento em educação e conscientização social – que seja realmente recebida e praticada.

Não encontrei a solução para a pobreza, criminalidade ou economia nacional. Somente tive uma visão de relance da possibilidade das pessoas que vivem em sociedade, promoverem o entendimento e respeito.

Os ingredientes estão à disposição. Mas falta no ser humano a vontade e a direção para buscá-los. Ninguém tem lucro em ordem e harmonia ideal. Além do instinto natural em alguns de caos, desordem, pessimismo e descrédito dessa possibilidade, existe a motivação econômica, que lucra com a patifaria.

É bom ser gentil e legal com as pessoas ao seu redor e não importar-se com diferenças. Muito menos tentar empurrar a sua maneira de pensar para mostrar quem ou como você é. Além de paciência o que falta em você? Desprendimento de si mesmo? Caridade?  Certamente amor ao próximo!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O Avatar de SI MESMO!

E disse-lhes: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações, porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação. Lucas 16:15

Nossa imagem on-line é uma representação do nosso verdadeiro eu, porém da maneira que nos compreendemos. O que nós escrevemos e as imagens que partilhamos fazem parte das características que você tem ou gostaria de ter. Significa ter uma identidade on-line? Você é realmente o que seu AVATAR sugere?

Um avatar é "uma representação do usuário de internet de si mesmo. É um "objeto" que representa a personificação do usuário. O termo “AVATAR”  também pode se referir à personalidade relacionada com a imagem tela de um usuário da Internet "(" Avatar de computação "). Segundo a Wikipedia, o "Avatar", em relação à computação foi usado pela primeira vez na década de 1980 referindo-se aos jogos de computador.

Nós temos várias maneiras de representar a nós mesmos através de formulários on-line, através do uso de avatares, nicknames e usernames, e até mesmo através de várias mensagens de texto ou as fotos que postamos nos sites de relacionamento. Vamos explorando o mundo como avatares e nicks, aparentemente simples representações de nós mesmos, mas que constituem uma parte importante de uma identidade on-line e off-line.

No nosso cotidiano, "vida real", a imagem que projetamos é uma composição do que dizemos, o que fazemos (incluindo nossas carreiras, hobbies e amigos), as roupas que usamos, e muito mais. Mas on-line, de modo geral, nossa imagem é apenas uma representação do nosso verdadeiro eu. A aspiração de tudo que gostariamos de alcançar, ser, poder fazer. A internet nos dá essa oportunidade e esse poder. 

Se você posta fotos, declarações de festas, imediatamente se remete a imagem de que você nunca esta infeliz, e é extremamente popular. Mas até que ponto isso faz de você a pessoa que você é? Em muito pouco tempo estaremos dentro de um mundo virtual em 3D que nos ofertará a possibilidade de vida perfeita. Só faltara preencher o Espírito e a Alma, mas isso é assunto para as próximas evoluções tecnológicas sobre a vida humana.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Tomadas de decisão e Teoria da Decisão

O sábio ouvirá e crescerá em conhecimento, e o entendido adquirirá sábios conselhos;
Para entender os provérbios e sua interpretação; as palavras dos sábios e as suas proposições. Provérbios 1: 5-6

A teoria da decisão é uma ciência que trabalha com a tomada de decisões racionais e consistentes em situações de incerteza, fornecendo um conjunto de conceitos e técnicas para apoio do decisor. O objetivo da Teoria da Decisão e apoiar a escolha de uma ação (ou de uma estratégia) que seja consistente com as alternativas, a informação, os valores e a lógica do decisor no momento da tomada de decisão.
Características de um problema de decisão:
Decisor: O decisor e o responsável pela tomada de decisões. Pode ser um único individuo um grupo, uma empresa ou mesmo uma nação.
Ações: O decisor deve conseguir construir uma lista exaustiva e mutuamente exclusiva de todas as ações alternativas e sempre que for possível obter uma melhor informação. O decisor deve escolher a melhor fonte de informação e a melhor estratégia global a seguir.
Estados da natureza: Acontecimentos que podem ocorrer e que não podem ser controlados pelo decisor. Os estados da natureza devem ser mutuamente exclusivos e devem descrever exaustivamente todas as situações possíveis.
Conseqüências: As conseqüências são as medidas do beneficio obtido pelo decisor. As conseqüências dependem da decisão tomada e dos estados da natureza. Pode-se então associar a cada par (decisão tomada, estado da natureza) um valor correspondente a uma conseqüência para o decisor.1
A moderna teoria da decisão tem se desenvolvido desde meados do século 20 através de contribuições de várias disciplinas acadêmicas. Embora seja agora claramente um tema acadêmico de direito próprio, a teoria da decisão, é pesquisada pelos investigadores que se identificam como os economistas, estatísticos, psicólogos, cientistas sociais e políticos ou filósofos.
A divisão de trabalho entre essas disciplinas se faz evidente. Um político cientista é susceptível ao estudo em regras de votação e outros aspectos da tomada de decisão coletiva. Um psicólogo provavelmente utiliza de estudos do comportamento de indivíduos em suas decisões, e um filósofo encontra os requisitos para a racionalidade nas decisões. No entanto, há uma grande sobreposição doutrinaria, e o assunto ganhou aspectos de confusão a partir da variedade de métodos que os pesquisadores com diferentes formações podem aplicar aos mesmos problemas ou similares.
Nos dias de hoje, é de fundamental importância para o gerente de uma empresa o desenvolvimento da sua capacidade de visualizar o processo como um todo, ou seja, desenvolver um pensamento sistêmico, onde torna-se necessário a definição do problema, observação das circunstâncias pelas quais este problema está envolvido, qual a solução existente para ele, impactos e conseqüências globais, tentativa de previsão dos resultados, avaliação da solução e a capacidade de adaptação da solução frente as constantes mudanças das circunstâncias


[1] Teoria da Decisão.Transparências de apoio a ensino de aulas teóricas. Maria Antonia Carravilla  FEUP, 2008.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Você normalmente tem que ter duas opções! Se tiver mais, elimine por ordem de importância para que reste somente duas! Ai então vc pode PIRAR!Teoria da Decisão Pura!